domingo, 6 de dezembro de 2009

Um céu

É triste, é mau, é deveras irritante
Cumprir os deveres do que é importante
Na existência de um: querer crer no que é ser
Um ser racional e ainda emocional.

Suponho que seja esperar p'ra ver
Se vale a pena crer em um sinal
Que me diga afinal se sou um diamante,
único, ou unicamente ignorante.

Não sei se hei-de sorrir ou chorar,
Apenas sei que tem de terminar
O sentido de inutilidade
Que aqui em mim carrego no meu dia-a-dia.

Passam os dias com os porquês da idade
A voar por um céu que me desafia
A abrir as asas, planar, mergulhar
E nadar pelo mar para a encontrar.

Um dia também nadarei por Gibraltar. Espero que lá me espere a minha fortuna.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um vazio que mata

Um vazio que se ergue no meu sorriso
Feio e salta para fora e sobe de piso
Para um riso que a mim apenas devora
E que em mim apenas não mora, e mata.

Mata e mora o não-sorriso da demora
De poder sorrir numa serenata
À mulher dos meus sonhos, que tranquilizo
Na janela de um nosso paraíso.

Mas anteontem o sorriso não veio.
E ontem o sorriso também não veio.
E, por enquanto, hoje também não.
Amanhã o dia é novo, mas a fé é mínima.

Nenhum riso me alegra o coração,
Nem paixão nem sorriso se aproxima.
Estou cheio de algo que já nem receio.
Amanhã é o dia sem emoções p'lo meio.

A vida resume-se a quatro palavras: buraco negro de emoções.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Inimportante

Ao longo deste tempo decorrido
A vontade: não sou eu que decido
(Ao contrário do que seria expectável)
Queira ou não, parece vivo, viciante.

Vício de ver escrito o escriturável.
Vício para me lembrar: "SER AMIGO"
Queira ou não separar-me, não consigo.
Vício de me sentir não-importante.

"Despressurizar o mundo": Desejo!
Impossível de me afastar quando,
Inimportante me sinto alto voando
Num mar de felicidade, abstracção.

Reforma no pensamento? Não vejo.
Portanto continuo, escrevo a seu mando
Até o sentimento parar, não sei quando.
Impossível de afastar, queira ou não.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rio de cardos rebeldes

Porra, mas que mimados mais merdosos.
Comem doses de ovos podres oleosos
Ao Almoço e ao Jantar e num brunch de noite!
Sempre a pensar que são os únicos no mundo.

Só me apetece dar-lhes um açoite!
Até os ver negros e a respeitar os outros
E a validar os desejos de todos!
Que se atirem para um poço bem fundo!

Que enxerto de porrada que eu lhes dava.
Cuspia-lhes e dizia com voz danada:
Fica mas é com a boca calada!
Devias ter vergonha nessa tua cara…

Sou quem sonha p’la vaca que cava
A tua sepultura na bela seara
Que para amigos estará selada.

Mereces bem menos, bem pior que o nada!

Mereces ser amigo das minhocas. Devias enterrar-te fundo!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O tudo é o papel.

Estes são os delírios de um lunático
Fraco, fatigado, fatela e enfático.
Loucura, delírios de cefaleias.
Meias, meio cheias. Tinta e papel p’ra escrever.

Cefaleias, rainhas das drogas alheias.
Cefaleias, delírios de um pneu pneumático
Neste coração deste ateu reumático.
Remo de pena e papel p’ra escrever.

Drogo-me em mesa e papel p’ra escrever
Porque por tal sou fanático e ateu.
Ato-me em linha solta escrita em céu
Submerso na água quente e navegável.

Todo o papel é papel p’ra escrever.
Tudo que é papel é escriturável.
Tudo que é mesa, tinta e pena é meu.
Todo o papel p’ra escrever não, este é teu!

O meu nome é pato.

Lalalalala, escrever em abstracto:
Latir, grunhir, mugir, miar que nem gato;
Escrever, enaltecer pelo prazer
De escrever e enaltecer… Ah, e latir.

De facto, é comer, é ler e escrever
Pelo simples prazer de viver como um pato.
Quá quá la la. Eu lato como um rato.
Mujo como pato e escreve a grunhir.

Dum animal passo para uma quinta.
Duma quinta passo para uma sexta.
Duma sexta passo para uma cesta
De ovos chocados por uma caneta.

É tão fácil! Que ninguém o desminta!
Quem não escreve em abstracto é quem não tenta.
Assim nasceu (a miar) uma pata vesga:
Caneta e mesa na tarde de sexta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Da-me estalos, sou drogas p'ra cavalos

Ordem, princípio da harmonia, da música.
Sinfonia, ciclo da desordem: música.
Música, balbúrdia sou eu quando falo.
Falo estupidamente…Dêem-me um estalo!

Estalo, dardo, droga p’ra cavalo.
Ris, sorris, choras quando eu falo a música
Feliz e infeliz. Chavalo de música.
Cavalo, deu estalo, dá-me se falo.

Estúpido, ordem, matam-me ignorante.
Ignoro, não ordeno, não percebo.
Matem-me, sou estúpido, limpem-me o sebo.
Droga: Cavalo a cavaleiro andante.

Matem-me, enforquem-me assim, latejante
Por amor, assim nunca me percebo.
Bolas, mola: largo e aperto o placebo.
Esta atracção, bolas, é flamejante!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Conversas

- Olá, estás bem? Saudades, tar contigo…
- Sim e tu? Também, meu excelente amigo.
- Óptimo: é só voltarmos a falar
E eu começo logo a cantar, sorrir.

- És tão querido que eu vejo-me a corar.
- Amo-te: Lema que eu sigo
Em que és mentor e salvas-me do perigo
E pões os ladrões do amor a fugir.

- Maravilhosa és tu, e cordial também.
Harmoniosa no que dizes e sentes.
Tão poderosa que até mudas mentes,
E estrondosa se declamas teu amor.

- Olha, fazes-me sentir tão, tão bem.
Sou um anjo renascido de ardor.
É por ti que vivo e vejo sem lentes.
É por ti que estou carinhosa e quente.

Conversas

- Olá, estás bem? Saudades, tar contigo…
- Sim e tu? Também, meu excelente amigo.
- Óptimo: é só voltarmos a falar
E eu começo logo a cantar, sorrir.

- És tão querido que eu vejo-me a corar.
- Amo-te: Lema que eu sigo
Em que és mentor e salvas-me do perigo
E pões os ladrões do amor a fugir.

- Maravilhosa és tu, e cordial também.
Harmoniosa no que dizes e sentes.
Tão poderosa que até mudas mentes,
E estrondosa se declamas teu amor.

- Olha, fazes-me sentir tão, tão bem.
Sou um anjo renascido de ardor.
É por ti que vivo e vejo sem lentes.
É por ti que estou carinhosa e quente.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ana, para ler rápido

Quem sou? Não me conheço… Sou inconstante.
Surpreendentemente não sou quem sente
Se sabe entender a própria pessoa.
Tenho-as: suspeitas. Serei feliz?

Sendo um navio, vou desde a popa à proa
Num simples, pobre e desgostoso instante.
Não é que, de rompante, de repente.
Já não sou, não me sinto Vieira ou Luís.

Salvas-me por seres que tu não és,
Ou melhor, quem tu não parecias ser.
Eras desprezível (isto a meu ver).
Presentemente és o meu querubim.

“Obrigaste-me” a ajoelhar-me a teus pés.
Disseste-me teu anjo e tal pôs-me assim.
Amor angelical: meu parecer.
Por ti amiga. Por não me saber.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Laboratório de Lama

Laboratório da ciência, do amor,
É a terra: Vive do Sol, seu calor,
Dos seus raios luminosos e brilhantes
Que fazem dela bonita e alumiada.

Oponho-me a isto. Cavaleiro andante,
Não sou. Capacete e armadura: minha dor,
Não dou. Se estou a viver sem ardor…
Não estou. Ainda assim vivo … Sem nada.

Sou como potássio e a dor como água.
Desfaço-me a espumar e a acender chama
Com ânsia de aniquilar quem me trama,
Por não ter mais que um neurónio electrão.

Mato-me por isto! Por pura mágoa.
Mato-me pela religião? Não! … NÃO!!!
Mato-me pela ciência de quem ama.
Água e terra só se traduz em lama.

Porque é que neste planeta existe mais dor que paixão? Porque é que existe mais água que terra? Já sabemos que no fim eles acabam por se misturar… Quase que prefiro ir para o espaço.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

André Carvalho

Nada é o que vivo, o que penso, o que sinto.
Nada é a alegria da garrafa de absinto.
Nada: o ás de copas vazias na manga.
Nada: o tudo que quase ninguém vê.

Nada é a sobriedade de pisanga.
Nada é o amor sobre o qual falo e não minto.
Nada: é calor, brilho de vinho tinto.
Nada: o bom palato de JB.

Nada … É tudo aquilo que eu consigo.
Nada … É o que fiz sem ter meu castigo.
Nada é a vida que tenho sem tortura.
Nada é a tal felicidade auto-estima.

Nada … o silêncio que me murmura.
Nada … é a minha maior obra-prima.
Nada … é a dor de quando estou contigo.
Nada fiz para te ter como amigo!

André, por quê?
Como?
O que é que eu fiz para seres meu amigo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"Come as you are", de Kurt Cobain, Nirvana

Necessárias e desejadas férias,
Pois detêm o meu esforço de sérias,
Diabólicas, árduas horas de estudo,
E acalmam minha atribulada alma.

Alma essa que sofre de quase tudo,
E, apesar de todas as misérias
Que corroem e destroem artérias,
Sou feliz: tenho a imprescindível calma.

Com calma, agradeço este descanso
De que usufruiu o espírito e o coração.
Aproveito e ouço a sublime canção:
“Come as you are” de Kurt Cobain, Nirvana.

A canção lírica de um ganso manso
Que ressoa na minha caixa craniana.
“Memory ah” que eu tenho por paixão.
Feliz eu estou na mão do meu verão.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Nova melancolia

Nostalgia o pesadelo que me acorda
Da vida que vivo, que não importa
A vivalma de qualquer coração:
Terrivelmente doce melancolia

Agradavelmente má a solidão:
A felicidade parece morta.
Enforco-me com a minha infernal corda:
Afastar amigos com nostalgia.

Nostalgia, a fantasia que adormece
O sentimento de infelicidade,
Mas que desperta as sentidas saudade,
Angústia, mágoa, dor, desilusão.

Alegria, esperança, coração: cresce?
NÃO! A Existência NÃO Presta! INVADE
Tudo o que Remete para FELICIDADE

E apodrece-nos alma e coração.
















Este foi para ti!

Your clown

I don't wanna be your clown again.
And i don't wanna live this triangle.
No i don't wanna be your clown now,
Cause i long to carry on.
I don't wanna be your
I don't wanna be your
I don't wanna be your

In the beginning you were oh so clear.
It started out as something pure and sincere,
But now i see, the evil within.
So tell me what's the reason.
In the beginning it was so clean.
Nobody else just love was all it could mean.
But now you tell me that there's somebody else,
But you don't want to leave me.

But i don't wanna be your clown again.
And i don't wanna live this triangle.
I don't wanna be your clown now,
Cause i long to carry on.
No i don't wanna be your clown again.
No i don't wanna live this triangle.
I don't wanna live your life girl,
Cause i long to carry on.

Eiffel 65

Música de Filme

Dentro de mim
Por dentro de mim

É pena quase não poder ficar
És quente quando a luz te traz
Quase te vi amor
Quase nasci sem ti
Quase morri

Dentro de mim
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim

Silêncio.Lua.Casa.Chão
És sitio onde as mãos se dão
Quase larguei a dôr
Quase perdi
Quase morri

Dentro de mim
Estás dentro de mim
Por dentro de mim
Ficas dentro de mim

Sempre só mais um homem
Mais humano
Mais um fraco..
Sempre..
Só mais um braço
Mais um corpo
Mais um grito
Sempre..

Dança em mim!
Mundo, vida e fim!
Dorme aqui
Dentro de mim..

É pena quase não poder ficar
No sítio onde as mãos se dão
Quase fugi amor
Quase não vi
Vamos embora daqui
Para dentro de mim

Toranja

segunda-feira, 23 de março de 2009

Certo desperto, incerto liberto.

Afinal quem sou eu? Não sei ao CERTO.
Isto pois na realidade DESPERTO
Para mim, acontecimento irreal.
Estou num mundo muito mentiroso.

Sou engano. Algo que correu mal.
Um humano (penso eu) muito INCERTO.
Não sei quem sou mas sei que não LIBERTO
A minha sombra dum trilho espinhoso.

Sombra conheço muitíssimo bem.
A escuridão, de noite, alumia
A alvorada que apagou o bem que havia.
Nasceu madrugada doutro problema.

Vejo-a bem, e a mim, ou seja a ninguém.
Infelizmente tristeza é o lema.
Felicidade não há todo o dia.
P’ra a sombra simplesmente digo: CYA.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Música

Música, infernal minha solução
Contra males amores do coração.
O timbre de vil, mais simples tortura
Que a mim mais faz alegre quando ouço.

Apenas da saudade fica o troço.
Nem vestígio de outra qualquer paixão.
Isto esperamos nós. Porque senão…
A canção parece falar doçura.

Simples palavras de raiva e loucura
Tornam-se a complexidade mais bela,
Motor do carro que nos atropela
A noção de músicas horrorosas.

O som simboliza o cheiro das rosas.
O tubo de escape torna-se a amargura
O espelho passa o passado pela mão
A música faz-nos de coração.


Obrigado André Costa. Este é teu.

terça-feira, 17 de março de 2009

Tempestade de putridão.

Tão dura indecisão que opõe a saudade.
Tão presa a prisão desta liberdade
Que tomo por minha de corpo e mente,
Mas nem a própria vontade a segura.

É a dor que quem nada sofre sente:
Não saber precisar não-amizade,
Não poder rejeitar com boa maldade.
Mais uma tontura duma loucura.

Perceptível é o mal que me rodeia.
Indistinguível o meu amor, meu tudo.
Indestrutível ele é e, contudo,
Sinto-me … apedrejado por dentro.

Quem tempestades colhe, ventos semeia.
Ventos semeei em vez de coentros.
Fui um grande imbecil, idiota, estúpido
Por colher o sentimento pútrido.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Crazy

Miséria, infelicidade, repouso,
Estes os mensageiros do ser louco.
Amor, amizade, traição, paixão,
Nomes que descrevem minha loucura.
Bebé, querida, love, coração,
Estas palavras que me fazem rouco.
P'ra mim não vales muito! (Vales pouco)
Esta, sim, é a frase, minha tortura.

quinta-feira, 5 de março de 2009

x@

Odeio-o. Aquele presunçoso e arrogante estupor
Sempre triste e calado, ou por outro lado
Convencido e atiçado (o que acaba por ser bem pior).

Tudo o que sai daquela boca nojenta não passa de uma simples
Loucura, uma mensagem de amargura,
Que murmura de maneiras hereges, falando palavras em dribles.

Maldita aquela figura reflectida no espelho
Luminoso de contraste, aquele grande traste,
Aquele que faz-te furioso num instante, como se fosse um pequeno fedelho.

Aquela grande e horrorosa cara de mágoa,
Perfeitamente completada por olhos mentirosos
Postos e sobrepostos nos erros de qualquer pessoa

Como se já não bastasse, o sacana até a si se odeia.
Não me admira, mas é mentira dizer
Que ele não tenta não sofrer. Ele que libertar-se da sua mente, da sua cadeia,

Mas não consegue. Despenha-se e descarrega nos outros.
Tenho pena daquele excelente amigo, que nunca o deixa sozinho
E que lhe põe um sorriso, apenas por breves momentos.

Apesar de tudo, admiro-o! Por ter sido tão egocêntrico
Perante quem realmente ama e porque na verdade a chama
O amor da sua vida, o qual nunca mais será idêntico.

Por estas razões e todas mais,
Odeio-o, odeio-te, odeio-me ... demais.

Melancolia

A day, some day, a sunny spring day perhaps. Either way, 24 painful hours, 60 murderous minutes within every hour, 60 boiling seconds within every minute. Time itself, a cauldron of fire that cook’s my heart and all I thought was right. I blame you father Time. You never understood the agonizing pain which I go through every day and every night. To you, it’s always raining. Every cloud is grey. The sky thunders. But still, you never seem to try and overcome that. Sometimes, the sky opens up, and you can hardly feel the pain, but soon night will come again and again. I confess that every day my hopes of a cloud free spring decrease. My heart is shattering, and it won’t be long before it breaks… Tic Tac, Tic Tac..

Para os amigos

Para os amigos, desviando dos conhecidos,
Sou apenas um espelho perante uma imagem.
Imagem essa de orgulho, amor e carinho
Ou de ódio puro, de quem seguiu outro caminho;
Afogou e derivou para a outra margem
Onde se encontra todo o amor perdido
De pequenas crias inocentes,
Ingénuas e contentes,
Que, ao tentar voar, caíram da ramagem.


Para estes amigos, de ninhos perdidos,
Apenas posso ser um colchão
Que lhes permite saltar e pensar
Até eu não aguentar e rebentar
Depois de tão impensada reflexão.
Infelizmente estes ficarão partidos.
Se não, partirão antes a minha alma,
Ingorarão toda a calma
E destruirão o meu coração de desilusão.

A estes amigos, desconhecedores de perigos,
Espero que a sua vida não seja desconfortada,
Mas que encontrem seus amados.
Áqueles que ganharam guerras perante renegados,
Dou todo o meu amor e a minha ajuda
Para que consigam enfrentar próximos inimigos.
Amo-te a ti, e tu por mim também és amada,
Mas por um de vós será trespassado uma espada,
Por não sobreviver à felicidade da vossa própria vida...

Um soneto à maneira de Mantorras

Gastaram-se os pitons das minhas botas,
Molhou-se a minha camisola branca,
Os calções empaparam-se de lama,
Acabou a tristeza nas minhas notas.

O coração recomeçou a pulsar,
O joelho enrolou-se em neopren,
A espinal medula já nada teme,
A besta da bola volta a jogar.

Passadas duas semanas de relvado
Sintético, brilhante e bem molhado,
Que, em cada treino, mais arrancado é,

Voltará a minha estrela cintilante.
Lutarei pra sempre, sempre cansado.
A alegria voltará de rompante.

Absinto

Almas partidas diante de uma garrafa de absinto
A tentar esquecer a tristeza de suas vidas.
Mal sabem eles a mutilação que sucede
Num quadro prisioneiro de cor cinzenta, pouco garrida.


Num copo se encontra a emenda.
Noutro a solução, mas no seguinte…
No seguinte só se vêem as barras da jaula,
Do aprisionamento mental.


Os olhos tornam-se as janelas, o cérebro a cama,
E a boca a fossa séptica. Nada do que é dito é importante,
Mas aleija e deixa mágoa durante o passar do tempo,
E só a dor se torna, enfim … relevante.


Nunca fiquei na prisão, nunca paguei a fiança,
Nunca fui detido nem cometi o menor delito.
E irei para o Inferno antes de levar a injecção letal!

Dilúvio de Sangue

Fiquei suspenso. Um simples olhar, durante dois simples segundos, ficou atravessado na minha garganta. Com se em estado de asfixia, abri os olhos com dor e arranquei carne do meu peito, até ficar cru o meu coração. Foi impressionante o sentimento. Foi perturbante a verdade. Foi desgostoso o amor. Estou abismado por saber da importância que ela detém. Talvez pela antítese: beleza extrema, inteligência sobrenatural e cordialidade como principal tese; no entanto os seus olhos denunciavam a mentira do seu sorriso. Foi descoberto um novo poço no meu coração. Quando a manivela sai do sítio o sangue não flui. Fica no balde que é a sua tristeza. Se eu tratar dela, o meu coração terá o seu merecido dilúvio.

Honestly not friend

Does life suck or what?
Just when you think you’re close to gain something,
Or even to recover it, life takes it away or, if not,
Takes anything else, just or more important.

People screw up.
Maybe I even do it more often than everybody else.
But, am I guilty of being who I am?
Unfortunately yes, I am.
I am so sorry. Honestly.

I’m guilty of being stupid,
I’m guilty of being furious,
I’m guilty of being who I am,
And nobody deserves to have me,

As a friend.

Sonhos

Noites encantadas em sedas leves com o meu amor a meu lado. Eis o meu sonho. Por enquanto a minha paixão inexistente acalma os impulsos do meu corpo, e da minha mente. Mas, todas as noites, estes impulsos são estimulados. O desejo carnal aumenta enquanto percorre o meu corpo. Preciso de alguém que me apazigúe a tentação de um amor para a vida, de alguém que me faça ser quem eu sou. Por enquanto, eu espero. Mas vou sonhando com a minha princesa encantada.