quinta-feira, 5 de março de 2009

Para os amigos

Para os amigos, desviando dos conhecidos,
Sou apenas um espelho perante uma imagem.
Imagem essa de orgulho, amor e carinho
Ou de ódio puro, de quem seguiu outro caminho;
Afogou e derivou para a outra margem
Onde se encontra todo o amor perdido
De pequenas crias inocentes,
Ingénuas e contentes,
Que, ao tentar voar, caíram da ramagem.


Para estes amigos, de ninhos perdidos,
Apenas posso ser um colchão
Que lhes permite saltar e pensar
Até eu não aguentar e rebentar
Depois de tão impensada reflexão.
Infelizmente estes ficarão partidos.
Se não, partirão antes a minha alma,
Ingorarão toda a calma
E destruirão o meu coração de desilusão.

A estes amigos, desconhecedores de perigos,
Espero que a sua vida não seja desconfortada,
Mas que encontrem seus amados.
Áqueles que ganharam guerras perante renegados,
Dou todo o meu amor e a minha ajuda
Para que consigam enfrentar próximos inimigos.
Amo-te a ti, e tu por mim também és amada,
Mas por um de vós será trespassado uma espada,
Por não sobreviver à felicidade da vossa própria vida...

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