segunda-feira, 11 de maio de 2009

O tudo é o papel.

Estes são os delírios de um lunático
Fraco, fatigado, fatela e enfático.
Loucura, delírios de cefaleias.
Meias, meio cheias. Tinta e papel p’ra escrever.

Cefaleias, rainhas das drogas alheias.
Cefaleias, delírios de um pneu pneumático
Neste coração deste ateu reumático.
Remo de pena e papel p’ra escrever.

Drogo-me em mesa e papel p’ra escrever
Porque por tal sou fanático e ateu.
Ato-me em linha solta escrita em céu
Submerso na água quente e navegável.

Todo o papel é papel p’ra escrever.
Tudo que é papel é escriturável.
Tudo que é mesa, tinta e pena é meu.
Todo o papel p’ra escrever não, este é teu!

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