quinta-feira, 5 de março de 2009

x@

Odeio-o. Aquele presunçoso e arrogante estupor
Sempre triste e calado, ou por outro lado
Convencido e atiçado (o que acaba por ser bem pior).

Tudo o que sai daquela boca nojenta não passa de uma simples
Loucura, uma mensagem de amargura,
Que murmura de maneiras hereges, falando palavras em dribles.

Maldita aquela figura reflectida no espelho
Luminoso de contraste, aquele grande traste,
Aquele que faz-te furioso num instante, como se fosse um pequeno fedelho.

Aquela grande e horrorosa cara de mágoa,
Perfeitamente completada por olhos mentirosos
Postos e sobrepostos nos erros de qualquer pessoa

Como se já não bastasse, o sacana até a si se odeia.
Não me admira, mas é mentira dizer
Que ele não tenta não sofrer. Ele que libertar-se da sua mente, da sua cadeia,

Mas não consegue. Despenha-se e descarrega nos outros.
Tenho pena daquele excelente amigo, que nunca o deixa sozinho
E que lhe põe um sorriso, apenas por breves momentos.

Apesar de tudo, admiro-o! Por ter sido tão egocêntrico
Perante quem realmente ama e porque na verdade a chama
O amor da sua vida, o qual nunca mais será idêntico.

Por estas razões e todas mais,
Odeio-o, odeio-te, odeio-me ... demais.

Sem comentários:

Enviar um comentário