domingo, 6 de dezembro de 2009

Um céu

É triste, é mau, é deveras irritante
Cumprir os deveres do que é importante
Na existência de um: querer crer no que é ser
Um ser racional e ainda emocional.

Suponho que seja esperar p'ra ver
Se vale a pena crer em um sinal
Que me diga afinal se sou um diamante,
único, ou unicamente ignorante.

Não sei se hei-de sorrir ou chorar,
Apenas sei que tem de terminar
O sentido de inutilidade
Que aqui em mim carrego no meu dia-a-dia.

Passam os dias com os porquês da idade
A voar por um céu que me desafia
A abrir as asas, planar, mergulhar
E nadar pelo mar para a encontrar.

Um dia também nadarei por Gibraltar. Espero que lá me espere a minha fortuna.