quinta-feira, 5 de março de 2009

Um soneto à maneira de Mantorras

Gastaram-se os pitons das minhas botas,
Molhou-se a minha camisola branca,
Os calções empaparam-se de lama,
Acabou a tristeza nas minhas notas.

O coração recomeçou a pulsar,
O joelho enrolou-se em neopren,
A espinal medula já nada teme,
A besta da bola volta a jogar.

Passadas duas semanas de relvado
Sintético, brilhante e bem molhado,
Que, em cada treino, mais arrancado é,

Voltará a minha estrela cintilante.
Lutarei pra sempre, sempre cansado.
A alegria voltará de rompante.

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