sexta-feira, 17 de abril de 2009

André Carvalho

Nada é o que vivo, o que penso, o que sinto.
Nada é a alegria da garrafa de absinto.
Nada: o ás de copas vazias na manga.
Nada: o tudo que quase ninguém vê.

Nada é a sobriedade de pisanga.
Nada é o amor sobre o qual falo e não minto.
Nada: é calor, brilho de vinho tinto.
Nada: o bom palato de JB.

Nada … É tudo aquilo que eu consigo.
Nada … É o que fiz sem ter meu castigo.
Nada é a vida que tenho sem tortura.
Nada é a tal felicidade auto-estima.

Nada … o silêncio que me murmura.
Nada … é a minha maior obra-prima.
Nada … é a dor de quando estou contigo.
Nada fiz para te ter como amigo!

André, por quê?
Como?
O que é que eu fiz para seres meu amigo?

1 comentário:

  1. Hum...
    Porquê?
    Como?
    O que fizeste?
    Toda a vida vivi com medo de minha propria sombra, com medo do meu passado, com medo da minha pessoa, quando te conheci odiei-te, queria ferir-te, eras uma pessoa que detestava em tudo!
    Mas de algum modo foi esse odio que me tornou mais humano do que aquilo que alguma vez fora antes.. Depressa descobri que aquilo que nos diferenciava era também aquilo que podia segurar a nossa amizade como nenhuma outra. Contigo, ganhei um rival, um confidente, uma voz para ouvir, uma pessoa com quem falar, alguem com quem jogar, discutir, passar tempo, arranjei um Amigo.
    Ajudaste-me em muita coisa! Eu sei que às vezes sou mt estupido, mas n fasso por mal e fasso os possiveis para ser uma pessoa melhor, e sabes quem me ensinou a tentar ser uma pessoa melhor?
    Tu!
    Obrigado por tudo, contigo, derrotei a minha sombra, venci o meu passado e mudei a minha pessoa.
    Agora. Bom, agora és das melhores pessoas que alguma vez conheci, és um amigo incrivel, e ha palavras tuas que nunca esquecerei..
    Luis Vieira, Obrigado.

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